terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ministração do Pastor Neil Barreto - Trazendo a Arca


                   
                    Sou pastor a 19 anos aqui na cidade do Rio de Janeiro e a menos de dez anos atrás, esse pastor que também é ser humano, passou pela pior crise existencial que ele já passou nos quase 42 anos de vida que ele tem. Houve um tempo na minha vida que eu subia num púlpito e tinha que ficar atrás e lá eu tinha que ministrar à multidão da minha igreja. Muitas vezes eu chegava aqui, como essa música diz, precisando de um despertamento, mas eu tinha que pregar despertamento para o povo que me ouvia, mas eu não tinha quem pregasse pra mim. 
                   Esse não era meu maior desespero, meu maior desespero era não poder compartilhar isso com ninguém. Pois as vezes na igreja nós não damos espaço para aqueles que estão passando por fraqueza. Nós não temos espaço pra chorar, nós não temos espaço pra dizer: “ tá doendo!”. As vezes nós temos que mostrar que somos fortes o tempo inteiro, que estamos na unção, que estamos cheio de “óleo”, que estamos na luz. Mas isso não é verdade, há momentos que o cântaro esvazia, a luz se acaba. Há momento que acho que a alegria do Senhor vira as costas pra nós. Há momentos na nossa que agente faz por fazer. Há momentos na nossa vida que literalmente dá vontade de “chutar o balde”.  As vezes até pra isso falta força.            
                   Muitas vezes não compartilhamos preocupados com a nossa honra ou com o que vão pensar de nós. Se eu falar que estou fraco, vou perder meu cargo, vou perder minha moral, vou perder a autoridade, vou perder poder e aí com medo de viver a fraqueza que está vivendo, agente passa a viver uma vida hipócrita, agente não perde um cargo, mas agente perde a vida em verdade.
                   Nos momentos mais difíceis da minha vida, e eu sei que vocês já passaram por momentos difíceis também, quando eu não agüentava mais, eu bradei ao Senhor, eu gritei e disse a Deus que não agüentava mais a sua igreja, disse que não agüentava mais ser pastor, e alguma coisa me dizia assim: “Então acabou seu ministério Neil. A tua igreja vai botar você pra fora! Você não vai mais conseguir salvar almas. ” Mas uma coisa muito tremenda aconteceu naquela noite de 1997. Eu descobri que Deus não tem problemas com as nossas fraquezas. Quem tem problemas com as nossas fraquezas são os outros são os homens. Deus não se escandaliza com as nossas fraquezas. Eu aprendi naquela noite de dor, de fraqueza e de solidão, que não é pecado estar fraco, pecado é se entregar a fraqueza sem lutar. E quando é que nos entregamos a fraqueza? Primeiro quando nós não a admitimos. Quando nós estamos dizendo glória a Deus, Aleluia, estamos dizendo que tá tudo bem, tá tudo jóia, tá tudo equilibrado, quando muitas vezes só estamos jóias as olhos dos outros, só somos jóias as olhos da igreja, só somos jóias as olhos do pastor, mas quando acaba a reunião, quando acaba o ajuntamento, nós voltamos pra nossa solidão, pra nossa verdade, nós voltamos para a nossa realidade, que não é aquela que agente vive quando nós estamos no ajuntamento. 
                 Até porque, preste atenção nisso aqui amado, esse ajuntamento aqui é um ajuntamento holográfico – visto em terceira dimensão -, nós não somos isso que nós somos quando estamos aqui diante dos olhos dos outros (...) Aqui estamos impondo a imagem, essa foi a imagem que eu planejei pra hoje. Mas essa imagem se desfaz a algumas horas, a alguns minutos. E aí eu vou voltar pro lugar onde eu sou alguém que ninguém vê, lá eu não preciso dar glória a Deus, lá eu sou o que eu sou, não tem ninguém olhando pra mim, além de Deus. Eu vou dizer uma coisa pra você amado, há muitas pessoas frustradas com Deus, porque acham que Ele irá abençoar pelo o que cada um é na coletividade. Deus não abençoa aquele que você é na coletividade, Deus abençoa aquele que você é quando não há ninguém olhando pra você. (...) Porque mais importante pra Deus não é o que fazemos pra Ele na igreja, mas o que fazemos pra Ele quando saímos da igreja. 
                O que Deus tem gerado pra nossa vida não é o mais importante, mas o mais importante é o que nós iremos fazer com que Deus tem gerado pra nossas vidas. Essa musica é tremenda, DESPERTA. Só se desperta quem está prostrado quem, está caído. Essa palavra é pra você que tem a coragem de dizer que eu estou fraco. Pra você que é homem suficiente, ou mulher suficiente, pra dizer: “eu estou com medo!” Pra dizer: “ Senhor, eu estou longe do teu reino, mesmo dentro da tua igreja. Senhor, eu sou alguém que só está nos ajuntamentos, mas não te acho na individualidade. Senhor, eu estou aqui sorrindo, gritando, pulando; mas eu só tenho essa alegria quando estou no ajuntamento”. Essa palavra é pra você!
                "Queridos o despertamento de Deus está acessível a todos, só basta querermos. Deus procura os seus verdadeiros adoradores, mas aquelas pessoas que o adorem de forma verdadeira e em espírito. Garanto que quando todos nós experimentarmos do despertamento de Deus, não seremos as mesmas pessoas, seremos  santo assim como Ele é santo." Anderson Fernando. 

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